quarta-feira, 5 de setembro de 2007

iPod, mas StevePod mais

Acho que desde que comecei com esse blog só escrevi um post em que falava sobre tecnologia. Mas os acontecimentos de hoje me fizeram voltar ao tema. Cara, o Steve Jobs é genial! O cara conseguiu revolucionar uma indústria inteirinha e os hábitos de consumo das pessoas e quando você acha que ele já chegou ao limite, lá vem ele com uma nova invenção.

Pros que não acompanham o que acontece nesse mundinho hightech do qual sobrevivo, hoje a Apple anunciou várias novidades na linha iPod, mas arrasou mesmo foi com o lançamento do iPod Touch. O gadget (lá vou eu usar mais uma palavra do mundinho tecnológico) é a cara do iPhone, celular que a Apple anunciou há dois meses.

A tela touch screen fala por si só, o bicho é bonito e ainda tem Wi-Fi! Caramba! E, como se não bastasse tudo isso, Steve (já fiquei íntima) ainda fez uma parceria com a Starbucks, a rede de cafeterias mais popular dos Estados Unidos. Vai tomar um café? Ah, se você gostar da música ambiente, pode comprar a canção na hora, via Wi-Fi. Mas pra isso você precisa ter um iPod Touch, um iPhone, ou um notebook com o iTunes. Ou seja: você tem que ter alguma coisa da Apple.

Lá vem Steve de novo mudando os hábitos de consumo da gente! É claro que todo mundo vai querer brincar de comprar músicas enquanto toma um café! E seu Steve vai enchendo o cofrinho com as vendas de membros da família iPod. Já foram vendidos mais de 100 milhões em todo o mundo desde que ele foi criado.

E o mais surreal é que seu Steve, mais uma vez, conseguiu roubar a atenção do mundo hightech durante a realização de uma das mais importantes feiras do setor, a IFA. Como diria Raul Gil (eca!), tiro o meu chapéu pra seu Steve.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Cara, às vezes acho que sou uma colecionadora de frases bizarras. Não, não é que eu fale frases bizarras (até falo, mas esse papo rende outro post), mas sempre ouço bizarrices por aí. Como tenho a filosofia que o que vale mesmo na vida é fazer e compartilhar a piada, achei que um post sobre o assunto seria mais que justo.

  • Na minha terra, mulheres não tiram os homens para dançar.
  • O Ajato caiu por causa da chuva.
  • Isso não é comigo, eu só sento aqui.
  • Estou entre a razão e a emoção

domingo, 2 de setembro de 2007

Um passarinho me contou

Hoje ouvi um barulho estranho vindo do quarto e fui checar o que era. Fiquei com medo, porque sempre penso que é uma barata pronta para me atacar, mas na verdade era um passarinho que tinha ficado preso entre a persiana e o vidro da janela.

Na hora, tomei cuidado para conseguir levantar a persiana sem machucá-lo. O bichinho estava tão assustado! Eu só dizia pra ele não se preocupar que eu tomaria o maior cuidado para que ele saísse dali sem se machucar. E deu certo! Levantei a persiana um pouquinho e ele saiu voando.

Uma hora depois, passei novamente pelo quarto e ouvi de novo o barulho das asas batendo contra o vidro fechado. E lá estava ele de novo. Tão pequeno, tão frágil e tão bonito novamente preso. Mais uma vez, levantei a persiana e deixei que ele voasse.

Fiquei pensando em quantas vezes a gente repete os erros e cai nas mesmas ciladas, por vontade própria. E, por mais que os amigos abram a persiana pra gente voar, a gente até vai, mas faz questão de voltar em seguida pra armadilha.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Melancia me faz lembrar o meu pai

Hoje no almoço comi melancia de sobremesa e, ao dar a primeira mordida, uma enxurrada de memórias veio à tona na minha cabeça.

Quase todo fim de semana de verão o meu pai comprava melancia. Uma melancia inteira! E no meio da tarde, lá ia eu pra geladeira e pegava uma linda fatia.

Muitas vezes, eu e papai comíamos melancia juntos, sentados na beira da cama enquanto assistíamos TV. Ele sempre tinha uma providencial faca de manteiga à mão, só pra tirar as sementes. O ritual era o mesmo sempre. Ele cortava um pedaço da fatia bem rente à casca e depois de cima pra baixo, pra soltá-la. Em seguida, usava a faca (que eu nunca pegava) para tirar as sementes, uma a uma.

Eu e papai sempre fomos bons companheiros, daqueles que saem juntos pra caminhar, que vêem TV juntos de bruços, um do lado do outro. Sempre me perguntei como ele conseguia ficar tanto tempo vendo TV de bruços, com o travesseiro apoiando o queixo. Meu queixo doía e eu tinha que mudar de posição.

E dia desses, quando meus pais vieram me visitar, ele ficou exatamente na mesma posição, e eu me aboletei ao lado dele na cama e fiquei com a cabeça apoiada sobre o ombro dele. Que delícia!

Engraçado como um pedaço de melancia pode fazer a gente lembrar de alguns dos melhores momentos da vida.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Não se afobe não que nada é pra já

Chico é um sábio. Como diz a Larissa, ele consegue falar o que as mulheres pensam e ainda ser tudo o que as mulheres procuram.

Nesses dias tenho ouvido muito as músicas dele. Muito. E agorinha ouvi a bendita frase: "Não se afobe não que nada é pra já". Cara, quanta sabedoria. Na boa. E pra mim cai como uma luva, porque sou a pessoa mais ansiosa do mundo. Quero tudo pra ontem, em primeira mão e, de preferência, chegando em casa, como um delivery.

Mas as coisas na vida não podem ser assim. E muitas delas - acho que a maioria - perdem a graça se se tornarem instantâneas e cheias de praticidade.

Um romance, por exemplo. O frio na barriga, o flerte, o olhar sem graça que se desvia é que fazem o romance ser um romance.

Um bolo de chocolate. Se é daqueles instantâneos, boa parte da graça vai embora. O sabor pode ser incrível, mas é delicioso fazer o bolo e lamber o restinho de massa na colher!

O complicado, pelo menos pra mim, é conseguir segurar a ansiedade. A vida de hoje em dia é muito apressada e tanto a minha profissão quanto a minha personalidade me empurram para uma ansiedade tremenda. Mas vou tentar me lembrar do Chico e segurar minha onda :-.)

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Eu queria que o Loiro José fosse real

Sim, é isso mesmo. Eu queria que o Loiro José fosse real. Se ele existisse, com certeza eu seria amiga dele. O bicho é bom de piada num grau!

Cheguei à conclusão de que o Loiro José representa pra mim o que o Mickey deve ser para muitas crianças. Só que o Loiro José é MUITO melhor que o Mickey. A começar porque ele é um papagaio e o Mickey é um rato. E, principalmente, porque o Mickey é mala, já o Loiro José é irônico, divertido e mal humorado na medida certa.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Los ojos

Sus ojos, Matilda. Sus ojos. Neruda escreveu um poema em homenagem à sua amada em que falava sobre os olhos de Matilda. Até fiz uma foto desse trecho do poema (que está gravado em um conjunto de pedras afixadas em frente à casa em que os dois viveram em Santiago) porque o texto realmente me tocou.

E agora estou de novo num momento de reflexão sobre os olhos. Tudo por causa de músicas que ouvi esses dias e que falam sobre os olhos e também por conta das belíssimas fotos que meu querido Nelson Vasconcelos postou em seu blog há um tempinho. Das músicas, a mais tocante, sem dúvida, é a que diz: "esse seu olhar, quando encontra o meu, fala de umas coisas que eu não posso acreditar". Das fotos, difícil dizer. Todas são lindas!

Quando você olha nos olhos do outro consegue enxergar um pedacinho da alma. Uma amiga querida dia desses me falou que queria paralizar suas expressões pra que as pessoas só possam saber o que ela está pensando quando ela quiser. Os olhos denunciam, falam, mesmo quando você está mudo.

E isso funciona pra muitas coisas boas, como aquele flerte em que um dos dois baixa os olhos envergonhado. Acho que nem preciso dar mais exemplos. Esse basta.